Fiscalização em vendedores ambulantes revela mesas de cimento bloqueando passagem nas ruas de Torreón
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O Conselho Consultivo Viário de Torreón e a Câmara Nacional de Comércio (Canaco) solicitaram uma ronda de supervisão na Avenida Hidalgo em relação à presença de vendedores ambulantes que ultrapassam os limites de suas barracas e obstruem a passagem de pedestres, além de implicar concorrência desleal para os comércios formais.
Com a participação de inspetores de Praças e Mercados de Torreón, a vistoria começou nos módulos da Rua Cepeda, onde foi observado que o espaço para passagem de pessoas é muito estreito, por isso os comerciantes foram solicitados a retirar a mercadoria que estava colocada na área excedente de suas barracas. No entanto, ao levantar bonecas e outros produtos, foi encontrada uma estrutura de cimento que eles usam como mesa, que não existia anteriormente.
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Vale ressaltar que os vendedores atenderam rapidamente à retirada dos produtos solicitada pelas autoridades, porém, mal os fiscais haviam percorrido alguns metros quando os mesmos ambulantes devolveram as mercadorias para ocupar a área excedente.
Albino Belmontes Álvarez, presidente do Conselho de Estradas, expressou sua preocupação com a mobilidade na Avenida Hidalgo, onde as pessoas praticamente não conseguem passar porque os vendedores informais estão tomando seu espaço e invadindo a área para pedestres. Ele disse que é responsabilidade das autoridades verificar se essas barracas têm autorização, mas, além disso, ressaltou que elas não devem ocupar toda a calçada.
"Aqui queremos que os pedestres possam atravessar livremente, e quando digo pedestre, pode ser uma criança, uma pessoa com muletas ou em cadeira de rodas, que pode atravessar livremente. Viemos para tornar a calçada livre para nós", disse ele. "O que queremos é motivar as autoridades a tornar a passagem livre para os pedestres."
Ele disse que as calçadas devem ter pelo menos um metro livre para as pessoas andarem, caso contrário, elas serão forçadas a descer na faixa de tráfego e colocar sua segurança em risco.
Ele mencionou que a operação foi solicitada no Centro como um começo, mas a ideia é estendê-la para toda a cidade.
"É uma questão de desobstruir as calçadas, ou seja, a gente vai até os bairros, todo mundo ali ocupa a calçada, seja com seu pequeno comércio ou com as mesmas oficinas que vêm consertar seu veículo ou a mesma pessoa praticamente coloca o carro na calçada e atrapalha a passagem dos pedestres", disse.
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