Proposta para converter Politécnico do Porto em Universidade chega até sexta à tutela
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O Instituto Politécnico do Porto (IPP) vai enviar ao Ministério da Educação Ciência e Inovação, “até ao final da semana”, uma proposta de conversão em universidade, disse esta terça-feira o presidente da instituição que celebra 40 anos.
“Já não nos revemos naquilo que são as orientações do Ensino Politécnico e entendemos que fazemos um conjunto de atividades (…) que estão previstas ao nível do Ensino Superior Universitário. Cumprimos todos os requisitos para ser uma Universidade“, disse Paulo Pereira.
Em dia de aniversário, o presidente do IPP revelou à Lusa que a proposta já está pronta, foi na segunda-feira aprovada, por unanimidade, pelo Conselho Geral do Politécnico e deverá chegar ao gabinete do ministro Fernando Alexandre “até ao final da semana”.
“Será uma mais-valia para a região e para o país, porque ao nível da Área Metropolitana do Porto (AMP) temos pouca oferta de Ensino Universitário em relação ao número de alunos que frequentam esta terça-feira o Ensino Superior. Só cerca de 40% dos alunos que frequentam o Ensino Superior têm acesso ao Ensino Superior Universitário público”, analisou o presidente do IPP.
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O IPP será o primeiro politécnico do país a pedir a passagem, na sequência da lei que veio permitir a outorga do grau de doutor por aquele subsistema de ensino e a criação de universidades politécnicas.
Paulo Pereira defende que é preciso aumentar a oferta, mas “sem perder a matriz formativa, nomeadamente a aposta na formação para a empregabilidade e para o mercado de trabalho”.
“Defendemos uma Universidade flexível que comungue dos aspetos positivos do Ensino Politécnico e do Ensino Universitário”, resumiu.
Confiante que a tutela vai aprovar esta proposta, Paulo Pereira sublinhou que o IPP cumpre os requisitos mínimos exigidos no regime jurídico das instituições do Ensino Superior (RJIES) atual, nomeadamente no número doutoramentos.
“São necessários três doutoramentos. Já temos quatro e está em perspetiva e acreditamos que teremos a muito curto prazo aproximadamente 10″, disse o presidente de uma instituição frequentada, em licenciaturas, mestrados e doutoramentos, por cerca de 22 mil estudantes.
“A nível nacional, somos a quinta instituição em número de estudantes. Temos vários centros de investigação, temos um conjunto de requisitos que é superior à média das instituições universitárias”, acrescentou.
Antes de ser aprovada em Conselho Geral, a ideia foi alvo de auscultação interno e externo, num processo iniciado em outubro.
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